Quem somos no trânsito? O que fazemos para o nosso bem estar nas vias?

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Quem somos no trânsito?  O que fazemos para o nosso bem estar nas vias?

Amigos leitores e queridos alunos. Este artigo foi postado pela jornalista e amante da vida, Mariana Czerwonka, do .http://www.blogdotransito.com.br

 Em minhas aulas de Direção Defensiva sempre critiquei a separação, a distinção, a segregação daqueles que fazem parte do trânsito. Quem são estes? Pedestres, motoristas profissionais e amadores, motociclistas ou motoqueiros, ciclistas e muitos outros, pois todos fazem parte de um conjunto, de uma sociedade chamada trânsito! Desta feita, todos são responsáveis de evitar um acidente, aumentando o bem estar da comunidade.O trânsito é uma comunidade onde todos passam apertos, alegrias, tristezas, raiva… Assim sendo, precisamos nos conhecer melhor e nos ajudar uns aos outros, reconhecendo nossos erros e tolerando os erros dos outros. Afinal, quem nunca fez uma besteirinha no trânsito?

Excelente artigo, abaixo mencionado por Mariana.

O perigo ronda…a difícil vida do motociclista!

Postado por Mariana Czerwonka em dezembro 7th, 2010

Um dia destes estava vindo para o trabalho e um fato que ocorreu no trânsito me fez refletir bastante. Estava chovendo, eu de vidros fechados, música rolando (não tão alto), decidi mudar de faixa na via que estava trafegando. Sinalizei, olhei pelos retrovisores, não vi e nem ouvi nada e como achei que a mudança era segura, fui realizá-la. Sorte que estava em baixa velocidade, pois eu não tinha visto uma motocicleta que trafegava no corredor entre os veículos e deu tempo de recuar a manobra.
Ouvi aqueles belos xingamentos do motociclista, e como boa condutora defensiva o ignorei…Ignorei, mas fiquei pensando sobre aquele “quase” acidente. Primeiro fiquei fazendo um mea culpa e pensando onde errei. Talvez foi em não ouvir o ronco da moto, ou não ter levado em consideração o ponto-cego do meu carro. Depois comecei a pensar sobre o ponto de vista do motoqueiro. Será que ele tem a noção do perigo que está correndo?
Ele pode ter me xingado, julgado, afinal, se o acidente ocorresse talvez eu fosse mesmo considerada culpada pelo fato de estar mudando de faixa. Mas quem sairia perdendo mais? Eu certamente me incomodaria muito, porque não me conformaria em ter causado um acidente. Perderia noites de sono, me sentiria culpada, talvez tivesse alguns prejuízos financeiros, mas e o motociclista? Se ele se machucasse, poderia sofrer com dias de trabalho perdidos, com internação hospitalar, com gastos em remédios, enfim, isso se fosse um acidente leve que acredito seria, por eu estar em baixa velocidade. E os acidentes graves, quem sai perdendo mais? Não preciso nem responder.
Os motociclistas podem se achar corretos em andar nos corredores, no meio dos veículos, por prezar a agilidade, mas é muito fácil ocorrer um acidente nesta situação. Os pontos-cegos existem, os condutores não fecham motociclistas de propósito. E os “motoqueiros” precisam ter essa noção. Precisam saber que são elementos frágeis e que eles devem ser os maiores interessados em sua própria segurança.
Essa história que contei é só para nos ajudar a refletir um pouco mais. Será que as vantagens de transitar pelos corredores são tão maiores quanto à própria vida do motociclista? Será que vale a pena? Bom, quem tem que responder são vocês!!!! Até a próxima!

equipe_mariana

Mariana Czerwonka

Mariana Czerwonka
Jornalista responsável

Mariana Czerwonka é formada em jornalismo pela Universidade Tuiuti do Paraná e especialista em Comunicação Empresarial, pela PUC/PR. Há 5 anos trabalhando com o educação de trânsito é coordenadora do Portal do Trânsito e responsável pela área de jornalismo da Rádio Trânsito. Mariana pode ser ouvida diariamente através de todas as produções jornalísticas da emissora.

Amiga Mariana, e a todos meus leitores, convido-os a lerem o post sobre a diferença entre pilotar em corredores e ultrapassagens http://www.amaralinstrutor.com.br/pilotagem-segura/onde-esta-o-maior-perigo-nos-corredores-ou-nas-ultrapassagens/
Um grande abraço a todos.

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  1. Acrescento que a maioria dos motociclistas não dirige, ou se dirige não o faz no trânsito pesado. Isso na minha visão faz muita diferença na hora de decidir acelerar mais que o necessário no corredor, ou saber esperar um pouco para que o motorista se decida se muda de faixa ou não. E também um pouco de prudência não faz mal a ninguém. Um dos muitos males do nosso tempo é a pressa, e muitos motocas acham que tem que andar no limite das vias o tempo todo, mesmo com trânsito pesado.

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