Moto Sem ABS? Como, então, devemos frear com segurança?

17 comentários
Moto Sem ABS? Como, então, devemos frear com segurança?

O desespero de todo piloto, seja ele experiente ou não, está no momento de precisar usar os freios nas paradas emergenciais, onde existe a possibilidade de derrapagem traseira ou frontal. A tecnologia do sistema de freios ABS veio para ajudar a evitar tais derrapagens. Então, como devemos usar os freios (principalmente o traseiro) quando a moto não possui tal sistema eletrônico?
Freie sem usar a embreagem, ou seja, freie em conjunto com o FREIO MOTOR. Veja o vídeo abaixo.
http://youtu.be/MYXY4ZwnZ4o

No vídeo acima foi usado uma moto sem ABS, mas com a utilização do freio traseiro e do motor. Veja que a moto para com estabilidade e eficiência. A impressão que dá é que existe algum sistema eletrônico ajudando nas frenagens. Que nada! Foi o motor que “imitou” o ABS.

Agora veja o outro vídeo quando não se usa o freio motor, com a mesma moto.

Interessante, não é mesmo? Lembrem-se, existem três freios na moto: 1º- freio frontal; 2º- freio traseiro e 3º freio motor. Por isso utilize os três nas frenagens emergenciais e defensivas, somente assim poderemos pilotar com maior segurança, pois um dos momentos mais perigosos e difíceis na pilotagem é quando precisamos parar a moto emergencialmente. Assim, veja como a moto para de maneira segura e estável no vídeo abaixo:

É isso aí, queridos alunos e amigos leitores. Tentem colocar em prática estes exercícios de frenagens em um lugar seguro. Qualquer dúvida estarei a disposição. Um grande abraço a todos.

Considerações finais:
Teste de frenagem em pista seca e a 40 km/h, em curso de pilotagem para funcionários do PROJAC, Rio de Janeiro-RJ, Brasil, em curso de pilotagem defensiva patrocinada pela Porto Seguro Cia. de Seguros Gerais, com o apoio da Sucursal do R.J e do departamento de Segurança do Trabalho da Rede Globo de Televisão.
Moto utilizada: Yamaha Fazer 250
Piloto de testes: Carlos Amaral
Texto: Carlos Amaral
Vídeo: Geórgia Zuliani.

Share

 

  1. Amaral, muito obrigaod pelo ensinamento.

    Mas me tira uma duvida o risco da moto morrer e o motor travar a roda traseira nao é pior do que apenas travar a roda com o freio traseiro?

    • Muito boa a sua pergunta, amigo Diego. O uso do freio traseiro em conjunto do freio motor é que não travará a roda, pois guiará a moto de uma forma mais estável. Veja no vídeo que eu deixo o motor morrer e a moto não derrapa. O travamento é quando a moto fica desgovernada e isso sim é perigoso, pois podemos “perder a mão” da moto. Mas,não e errado usar a embreagem no finalzinho da parada da moto para não deixar o motor morrer, pois a velocidade nesta hora é baixa e não influenciará na derrapagem da mesma. Muito obrigado pela sua participação no site,. Um grande abraço.

    • n trava nao meu amigo… ela só ira travar quando a moto parar… se vc tiver rapido e fizer isso do mesmo jeito ela n trava pois a velocidade n deixa a roda travar

  2. O maior problema pra mim nessa questão no começo foi conseguir frear sem automaticamente puxar a embreagem junto. Levou semanas pra perder o vicio.

    O segundo ponto crítico é a capacidade de soltar o freio quando a roda trava. A tendencia natural das pessoas é continuar acionando o freio com força consumando o acidente. No desespero continua-se a tentar parar a moto mesmo quando a velocidade já permite desviar do obstaculo ou finalizar a curva com segurança.

  3. Adelmo C. Serpa diz:

    Prezado Prof. Amaral,
    Deixar o motor o motor morrer no final da frenagem traz algum dano mecânico para a moto?
    Seria melhor se fizéssemos as reduções das marchas até a parada total?
    Quando faço uma frenagem só a roda traseira, sem acionar a embreagem, ouço estalos na transmissão. Isso é normal? Traz algum dano mecânico?
    Ficaria muito grato pelas suas respostas.
    Abraços.

    • Estou adorando as perguntas de todos, pois as observações expostas neste post por vocês, alunos e leitores, são verdadeiras explicações para a pilotagem segura.
      De fato, Adelmo, poderá ocorrer algum dano no comando de válvulas, talvez uma manutenção mais frequente. Porém considere que frenagens emergenciais não devem ser feitas sempre ou em qualquer tipo de frenagem ou momento. Quando você fala em frear e reduzir em conjunto é o mais correto, pois assim você está fazendo uma frenagem preventiva e não defensiva. Toda pilotagem preventiva é a mais segura, porque não precisará de agir defensivamente. Mas quando não há a prevenção, a defensiva é a mais correta. O estalo é norma, quando se usa o freio motor e poderá ocasionar maior desgaste na relação secundária da moto. Mas lembre-se, frear defensivamente não será uma ação diária, e sim somente na emergência. Leias o post http://www.amaralinstrutor.com.br/pilotagem-segura/pilotagem-preventiva-ou-defensiva/ e verá que você está muito certo em frear preventivamente. Muito obrigado pela confiança e um grande abraço.

  4. Parabéns caro amigo pela excelente dica, pois eu acho que é o fundamento mais importante, pois a mioria não sabe usar os 3 e eu já me lasquei antes de fazer o seu curso, pois numa emergencia, usei o frei da frente mais a embreagem e virei o virei, aí foi chão na certa. Depois que fiz o curso mais esta explicação, não pago mico mais. Valeu.

  5. E o freio dianteiro pode ser usado numa freagem de emergência? de que maneira?

  6. Valdeni Martins diz:

    Outro dia estava chovendo, e ao sair de uma rotatória precisei reduzir a velocidade da moto, e eu desde o primeiro dia que peguei a minha moto já me habituei a usar o freio motor, tomei um baita susto… ao soltar a embreagem a roda traseira deu uma travadinha e derrapou.
    Acredito que deva ter sido porque não usei o freio traseiro, será que foi por isso Professor Amaral?

    • Amigo Valdeni, você fez muito bem em NÃO usar o freio traseiro neste momento de chão molhado e inclinação em curvas. Quando você fala em “soltar” a embreagem calculo que tenha reduzido a marcha no meio da curva, certo? Se foi isto o que ocorreu, a redução de marcha com a soltura da embreagem de modo rápido a moto dá sim uma “saidinha” de traseira, porque a redução é brusca. Meu palpite é reduzir a marcha antes da curva para se ter a intenção de sair da curva com mansidão. Isto é o caso de rotatórias, onde precisa entrar reduzido e sair com re-acelerações suaves. As reduções de marchas dentro de curvas poderá causar este tipo de susto. É melhor somente desacelerar, sem reduzir marchas. Valeu pela pergunta. Abraços.

  7. Vi que você usa uma Tenere 660, que não tem freio abs. Eu quero comprar uma, trocar minha te 250 pela 660, mas uma moto desse tamanho deveria ter abs, correto? Quanto maior a moto mais necessário o abs? Você poderia comentar sobre essa relação (peso x abs). Eu já passei por apuro e nessas horas é difícil ter sangue frio para agir racionalmente, certo?
    Parabéns pelo site e artigos, e muito obrigado pela reposta.

    • Amigo Oswaldo, muito obrigado pelo acesso ao site e pelos elogios. Mas sem dúvida se não fosse pela confiança de meus alunos não conseguiria compartilhar experiências, pois estamos sempre aprendendo.
      O Sistema de freios ABS deveria ter em todas as motos, pequenas e leves ou maiores e pesadas. Na verdade a relação peso x ABS não está relacionada diretamente com motos maiores, mas sim com aderência, tipo de pneu e experiência na condução. Infelizmente não se ensina a frear nas auto-escolas, aí o ABS e outros sistemas como o CBS são muito válidos. Se for analisar fisicamente, as motos mais leves o ABS seria ideal, mas não se preocupe com isso, pois frear é uma questão de sensibilidade ( veja o post http://www.amaralinstrutor.com.br/pilotagem-segura/e-uma-questao-de-sensibilidade-tres-fases-de-uma-frenagem/). Talvez você se pergunte porque eu piloto uma moto sem o ABS ( a Ténéré 660 realmente faz falta o Sistema)? É porque essa moto está sempre me ensinado a pilotar.
      Um grande abraço.

  8. Guilherme Orlando diz:

    Antes de mais nada parabéns pelo site, conheci vocês através do site Motos Custom. Primeiramente gostaria de saber se vocês não tem programado algum curso para BH, onde eu moro. Por fim, gostaria de esclarecer uma dúvida: sou novo no mundo das motos, comprei a minha primeira e única moto há um ano atrás, uma Shadow 750 com freio traseiro a tambor e dianteiro disco, já passei alguns apertos, sempre aciono primeiro o freio traseiro e depois o dianteiro, mas já aconteceu da roda traseira travar e a moto sair de de lado, o que será que estou fazendo de errado? Já tentei usar só o da frente, mas ele não segura a moto, aguardo uma dica. Grato.

    • Olá, amigo Guilherme, muito obrigado pelo acesso ao site. Em relação a frenagem da Shadow 750 devemos analisar alguns fatos. 1º concordo com sua maneira de frear, pois as custons são motos especiais e devem pilotá-las de maneira especial. O que faz parar a moto é o atrito do pneu com o solo, então todo o atrito em uma frenagem é transferida para a roda da frente, por isso que a roda de trás derrapa com facilidade, pois não há atrito (peso) na traseira da moto. Mas para a Shadow poderá continuar freando como você faz, primeiro o traseiro e depois o dianteiro.
      2º A impressão que você tem de frear o da frente e a moto não parar é porque não está, provavelmente, confiando na eficácia do freio frontal, ou seja, talvez não esteja dando maior força no manete.
      3º Se seu pneu for o original ( Pirelli Route 66) este pneu tem uma característica de ser um composto duro, com a finalidade de durar bastante, porém tem a facilidade de derrapar em frenagens mais bruscas. Se estiver com o Dunlop, pior ainda.
      Então, com estas observações faça o seguinte:
      1- continue freando como já está acostumado, primeiro o de trás e depois o da frente (moto custom).
      2- dê maior força no manete dianteiro, usando 4 dedos, pois assim ao levar os 4 dedos ao manete você automaticamente estará desacelerando (freio motor) – leia http://www.amaralinstrutor.com.br/pilotagem-segura/tecnicas-de-utilizacao-defensiva-do-freio-dianteiro/
      3- utilize o freio traseiro sem acionar a embreagem, assim como o artigo acima sugere, somente em frenagens emergenciais.
      Lembre-se de estar com o pneu calibrado semanalmente, assim a frenagem será mais estável.
      Com relação a fecharmos um curso em sua bela cidade, espero receber convites com grupos formados ou talvez a sucursal da Porto Seguro Cia de Seguros Gerais poderá patrocinar um curso. Vamos esperar por isso.
      Meu amigo, espero ter ajudado. Um grande abraço e estarei a sua disposição.

  9. Nos exemplos acima, gostaria de que você esclarecesse se a pista estivesse molhada, como deveria proceder o motociclista em freagens emergenciais em linha reta ou em curva? Qual freios usar e quais não usar e as consequências positivas ou negativas?

Trackbacks/Pingbacks

  1. XT 660Z Ténéré modelo 2015 ABS. Por Amaral Instrutor - […] Então, imaginem utilizando os freios dianteiro e traseiro em conjunto, dando maior força no dianteiro, pois como vimos, o…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *